Autora: Pâmela Rodler
O que nos torna únicos? Nossas características e comportamentos são resultado da genética ou do ambiente em que crescemos? A resposta não é simples: somos frutos da interação constante entre os dois.
A genética nos fornece uma base biológica que influencia aspectos como altura, cor dos olhos, inteligência e até mesmo predisposição para certas condições de saúde. No entanto, nossos genes não determinam nosso destino. Eles apenas oferecem um ponto de partida que pode ser modificado ou potencializado pelo ambiente.
Fatores ambientais moldam nossa trajetória e podem influenciar profundamente como nossos genes se expressam. Entre os principais fatores, podemos destacar:
A interação entre genética e ambiente é conhecida como epigenética , um campo de estudo que mostra como fatores externos podem ativar ou desativar certos genes. Isso explica por que duas pessoas idênticas, apesar de compartilharem o mesmo DNA, podem desenvolver personalidades e habilidades diferentes quando expostas a experiências distintas.
Além disso, alguns aspectos do desenvolvimento humano seguem um processo maturacional (controlado pela genética), enquanto outros são amplamente inspirados por experiências externas. Por isso, compreender essas interações nos ajuda a promover ambientes mais saudáveis e enriquecedores, maximizando o potencial humano.
Cada pessoa é única porque sua história é única. A biologia nos dá um ponto de partida, mas são nossas vivências que moldam quem nos tornamos.
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Pâmela Rodler (CRP 18/06385) é psicóloga, especialista em neuropsicologia e análise do comportamento aplicado (ABA) ao autismo e deficiência intelectual. Atua como supervisora ABA e neuropsicóloga em uma clínica de estimulação infantil, auxiliando no desenvolvimento de crianças e na orientação de profissionais e famílias no processo terapêutico. Além da atuação clínica, é divulgadora científica, compartilhando conhecimento baseado em evidências sobre neuropsicologia, análise do comportamento e desenvolvimento humano.