Autora da resenha: Pâmela Rodler
Título: Sou mulher, sou líder – Um guia para se comunicar com sucesso
Autoras: Leny Kyrillos e Cássia Godoy
Editora: Contexto
Ano de publicação: 2025
Número de páginas: 192
Tradução: Não se aplica (obra original em português)
Sou mulher, sou líder é uma obra que propõe reflexões e estratégias sobre que competências levam mulheres a postos de lideranças ou a posições de destaque, como cultivar a empatia sem perder a assertividade, como as mulheres podem fortalecer sua comunicação para ocupar espaços de liderança com mais segurança e autenticidade.
O livro aborda as principais dificuldades enfrentadas por mulheres no ambiente profissional e também apresenta relatos de mulheres que conquistaram cargos de liderança e entregam realizações de destaque apesar dos grandes desafios.
O objetivo central é oferecer ferramentas concretas para que mulheres consigam comunicar-se de maneira mais eficaz, sem abrir mão de sua identidade e sem precisar ter comportamentos tipicamente masculinos. A obra é indicada especialmente para mulheres em posição ou em busca de cargos de liderança, além de profissionais de todas as áreas interessadas em desenvolver competências comunicativas.
O livro está organizado em capítulos que combinam teoria, prática e relatos pessoais das entrevistadas, o que torna a leitura dinâmica e inspiradora. Entre os temas mais importantes, destacam-se:
Assertividade, sim. empatia também: as autoras mostram que o modelo de liderança “manda quem pode, obedece quem tem juízo” está ultrapassado e que atualmente existe uma busca ativa pelo engajamento, motivação e inspiração. A liderança na atualidade inclui uma busca por um cuidado maior pelo outro, e por serem características mais presentes em mulheres, as líderes tendem a exercer um papel com mais sintonia com os novos tempos.
Desafios da comunicação: Neste capítulo as autoras abordam situações que são mais frequentes com mulheres, que tornam o ato de se comunicar ainda mais difícil e como superá-los, como: interrupções excessivas, atenção desviada, diálogo interno, dificuldade em dizer “não”, mansplaining (situações em que o homem explica algo óbvio para uma mulher, mesmo quando ela conhece do assunto), bropriating (um homem se apropriar de uma ideia já expressa por uma mulher), gaslighiting (abuso psicológico).
Ilusão multitarefa: As autoras apontam que culturalmente, a mulher assume mais responsabilidades e que até uns anos atrás, tínhamos uma ilusão de sermos multitarefas, porém hoje em dia sabemos que isso é inviável, não é possível manter a atenção plena em mais de uma coisa ao mesmo tempo. As autoras também citam que a atenção plena é um hábito que deve ser cultivado.
Uma por todas e todas por todas: As autoras observam que o conceito de sororidade (mulheres apoiando mulheres) vem sendo cada vez mais propagado. E que hoje em dia mulheres ja tem maior representatividade e modelos para seguir.
Embora o livro seja muito acessível, pode ser percebido como introdutório por profissionais já especializados em comunicação ou com experiência em liderança.
A leitura deste livro reforçou a importância de integrar aspectos técnicos e emocionais na comunicação. Ele também me ajudou a refletir sobre como estereótipos de gênero ainda influenciam a percepção de competência e autoridade, mesmo de forma inconsciente.
Na minha prática como líder, psicóloga e educadora, passo a considerar com ainda mais atenção o desenvolvimento da comunicação assertiva como uma competência essencial para o empoderamento feminino e a promoção de equidade no ambiente profissional.
Recomendo fortemente esta leitura para mulheres que desejam aprimorar sua comunicação e se posicionar com mais segurança em ambientes profissionais. É também um recurso valioso para psicólogas, educadoras e líderes que atuam no desenvolvimento de competências comunicativas.
“Uma boa equipe é, antes de mais nada, diversa, representativa da nossa realizade, da nossa população e do nosso zeitgeist. E que tenham, além de competências específicas para o trabalho a ser feito, os soft skills que criam o ambiente, o habitat de produção pacífica, humana e produtiva que precisamos.”
– Rosana Hermann
“Quando comecei a trabalhar com comunicação de ciência foi que me caiu a ficha do machismo. Principalmente quando você coloca a cara na TV e vê os comentários dirigidos a você, comparados aos dirigidos aos seus colegas homens”
– Natalia Pasternak
Referência
KYRILLOS, Leny; GODOY, Cássia. Sou mulher, sou líder: um guia para se comunicar com sucesso. São Paulo: Contexto, 2025.
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